Há 5 anos, no dia 31 de agosto de 2016, a Câmara dos Deputados deu início à votação do processo de impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, com a justificativa de que teria praticado uma “pedalada fiscal”. Mesmo sem nenhum crime de responsabilidade, o impeachment foi confirmado e Dilma retirada da Presidência.
Ao deixar o Palácio da Alvorada, a primeira mulher eleita Presidenta da República do Brasil alertou que o pior ainda estaria por vir: “O golpe é contra o povo e contra a Nação. O golpe é misógino. O golpe é homofóbico. O golpe é racista. É a imposição da cultura da intolerância, do preconceito, da violência”.
Hoje, após cinco anos do golpe, estamos assistindo nosso país retroceder cada vez mais com a perda direitos sociais e trabalhistas, com a destruição da nossa floresta amazônica, com mais de 40 milhões de desempregados, com o Brasil voltando para o mapa da fome. Estamos acompanhando quem deve zelar pelo bem de todas e todos os brasileiros, incentivar o ódio em razão de crenças, de raça, de cor, de orientação sexual. Estamos vendo sem o menor escrúpulo casos de corrupção, de rachadinha, de desmonte do Brasil.
A vereadora Karla Coser desde pequena falava que seria a primeira presidenta do Brasil, mas fica feliz de ter tido como precursora a Presidenta Dilma e pontua que a cada dia a história mostra que tudo foi arquitetado pra tirar a Dilma do poder por ser mulher, por ser uma mulher do Partido dos Trabalhadores: “O processo foi totalmente construído pra tentar acabar com a imagem do Partido dos Trabalhadores. Os anos de avanços sociais e de conquistas de milhares de brasileiros e brasileiras foram destruídos com mentiras de que o partido teria quebrado o país e que, para melhorar, era preciso tirar a Dilma”.
E mais do que isso. Karla pontua que “o golpe contou com um nítido fator misógino. Dilma foi uma mulher reeleita que insistiu em ser chamada de “Presidenta”, e isso incomodou muito! Incomodou quem não quis perder privilégios. Incomodou quem não conseguia conceber que era possível que mais e mais pessoas tivessem o mesmo bem-estar que poucos. Dilma foi chamada de incapaz, de histérica, de nervosa, teve sua capacidade intelectual colocada em xeque”.
Nossa história não pode ser esquecida pra não ser repetida. Dilma, coração valente.


